Direção Artística & Programação Cultural
Sou programadora e diretora artística com quinze anos de trabalho na intersecção entre escultura contemporânea, território rural e práticas participativas, co-autora do primeiro modelo de Prescrição Cultural implementado em Portugal, e coordenadora editorial da revista Electra, da Fundação EDP.
Sei construir estruturas culturais de raiz, coordenar equipas e captar financiamento público, e procuro agora um novo projeto onde essa experiência faça diferença.
Serviços de consultoria
01
Escrita e revisão de candidaturas a financiamento público e privado na área da cultura — DGArtes e programas regionais. Apoio na estruturação de projetos e relatórios de execução, com base em quinze anos de candidaturas aprovadas.
02
Conceção e acompanhamento de projetos que articulam prática artística e saúde mental — desde a metodologia de Prescrição Cultural (com a CIMAC e o Programa Transforma) a projetos de criação com adultos em situação de doença mental ou exclusão social.
Contacto direto para orçamento e disponibilidade — ver contactos.
Dirige a Pó de Vir a Ser, no antigo Matadouro de Évora, dedicada à escultura contemporânea e ao mármore do Alentejo — uma centena de artistas em residência desde 2017. É coordenadora editorial da revista Electra (Fundação EDP) e co-autora do primeiro modelo de Prescrição Cultural implementado em Portugal. Pós-graduada em História da Arte Contemporânea (FCSH-UNL). Em Évora desde 2010.
01
Abr 2026 – presente
Coordenadora Editorial — Revista Electra, Fundação EDP
Ago 2017 – presente
Direção Artística e Programação — Pó de Vir a Ser
Sediada no antigo Matadouro de Évora (4000 m²), cedido por protocolo pela Câmara Municipal de Évora. Cerca de uma centena de artistas em residência desde 2017. Autora de todas as candidaturas a financiamento (DGArtes, EEA Grants, RPAC); gestão executiva, orçamental e de equipa.
2022 – 2023
Co-coordenação Prescrição Cultural — CIMAC / Programa Transforma
Metodologia experimental de prescrição cultural para o Alentejo Central, 14 municípios, centros de saúde e agentes culturais. Reconhecida como boa prática pela DGArtes e Universidade do Porto.
2019 – 2020
Comunicação — Cendrev — Centro Dramático de Évora
Jun 2016 – Out 2018
Inventário do espólio de João Cutileiro — DRC Alentejo
Casa Atelier João Cutileiro, Évora. Trabalhos preliminares de organização e catalogação.
Abr 2016 – 2018
Serviço Educativo — Fundação Eugénio de Almeida
Docência de História da Arte na Universidade Sénior. Monitora de visitas guiadas do Centro de Arte Contemporânea.
2015 – 2016
Organização de exposições — Grupo Pro-Évora / Museu de Évora
Exposição "É uma Mentira" (Grupo Pro-Évora, maio 2016). Exposição "O Museu que Há" (Museu de Évora, setembro 2015). Comunicação e lançamento do "Guia da Escultura Pública da Cidade de Évora" (2015).
2014 – 2015
Presidente — Associação sem fins lucrativos Colecção B, Évora
2011 – 2012
Escrita de conteúdos — Festival Escrita na Paisagem, Colecção B, Évora
2010 – 2012
Assistente Editorial — Sá da Costa Editora e Portugália Editora, Lisboa
2004 – 2009
Assistente de exposição — Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém, Lisboa
02
2026–2029 · Pó de Vir a Ser / CRI AC–ICAD, I.P. · Évora e Distrito · ALT 2030 – Inclusão pela Cultura
Operação Dois-Pontos (:)
Operação de inclusão social pela cultura e pelas artes, desenvolvida em parceria entre a Associação Pó de Vir a Ser e o Centro de Respostas Integradas do Alentejo Central (ICAD, I.P.), financiada pelo Programa Regional do Alentejo 2021-2027. Dirige-se a grupos em situação de vulnerabilidade — jovens NEET (15–29 anos), jovens em risco social (15–18 anos) e idosos em isolamento —, tendo como denominador comum o risco de comportamentos aditivos sem substância, em particular a dependência digital. Articula intervenção artística e cultural com acompanhamento psicológico especializado, numa abordagem intergeracional e baseada em evidência científica.
2025–2026 · Pó de Vir a Ser · Direção artística
Geologia da Atenção
Programa que abre as possibilidades artísticas e culturais da geologia como um estudo da atenção, mantendo a pedra como matéria primeira e a escultura como prática que atravessa campos enquanto comuta estratégias, modos de fazer e de pensar. Quatro eixos: criação, programação, mediação e investigação. Integra residências (FAHR 021.3, Sara Anjo), exposições (Eduardo Freitas / "Não Puxe o Gatilho", Universidade de Évora; "Autonomia das Pedras", Pedro Fazenda e Rodrigo Pedreira), programas de intercâmbio (Casa sem Telhado) e o Curso Livre de Poesia e Artes Visuais com António Guerreiro.
Dez 2024–Mar 2026 · Pó de Vir a Ser + Culturgest + Arquipélago · Coprogramação · DGArtes / RPAC
Isto Não É Um Cubo (INC)
Coprogramação entre três territórios (Évora, Lisboa, São Miguel). Três estruturas artísticas convidadas: OSSO, Space Transcribers, Teatro do Frio. Nove sessões públicas com dez especialistas convidados (Filipa Oliveira, Marta Mestre, Fernanda Fragateiro, Sofia Victorino, Denise Pollini, Raquel Pedro, Ricardo Vicente, Samuel Guimarães, Hugo Cruz e Rodrigo Malvar). Catálogo colaborativo em 2026. Ponto de partida: "Black Box, White Cube, Gray Zone" de Claire Bishop.
2023–2024 · Pó de Vir a Ser · Cocriação com Pedro Fazenda e Rodrigo Pedreira
A Participação das Pedras
Ação para o palco e para espaços não convencionais que convida ao manuseamento e à interação espontânea com objetos artísticos de pedra, reformulando a experiência canónica do espectador perante a obra de arte. Apresentada no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, na Culturgest e n'O Espaço do Tempo. Consultoria e texto de António Guerreiro.
2023–2024 · Pó de Vir a Ser · Évora / Montemor-o-Novo / Porto · DGArtes Apoio Sustentado
a condição do campo
Projeto artístico bienal que toma como mote "Escultura no campo ampliado" — releitura crítica e contemporânea do texto fundacional de Rosalind Krauss — para explorar a diversidade de posições que os artistas podem ocupar quando a noção de escultura se abre a cruzamentos interdisciplinares. Estrutura-se em cinco domínios complementares: Criação (residências artísticas de média e longa duração); Programação ("Atalho Direto" — residências para artistas emergentes e acolhimentos em coprodução, com apresentação pública em parceria com a Culturgest em Lisboa, o Museu da Cidade no Porto e o Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo); Investigação (presença continuada do crítico e ensaísta António Guerreiro no processo de criação, culminando num catálogo híbrido); Ação Estratégica de Mediação ("o mundo é uma escultura", em parceria com o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital do Espírito Santo de Évora); e Cocriação (com a Zaratan, em torno da função das residências artísticas).
2021–2023 · Materiais Diversos + Pó de Vir a Ser + Culturgest · Direção artística · EEA Grants
Dentes de Leão
Projeto de artes participativas que, entre 2021 e 2023, investiu em cerca de 30 jovens (15–18 anos) e 11 artistas de três territórios — Sardoal, Évora e Lisboa — e da Islândia, promovendo a articulação entre os recursos culturais, patrimoniais e humanos de territórios de baixa densidade e o horizonte de oportunidade oferecido pelas instituições culturais de maior dimensão. Ao longo de um ano e três meses realizaram-se encontros semanais de jovens, dez residências artísticas, três laboratórios, um curso de artes participativas, um ciclo de programação, uma conferência internacional e cinco projetos artísticos. O projeto resultou numa publicação em dois volumes — coordenada por Mariana Mata Passos e Raquel Ribeiro dos Santos —, num documentário e num acervo de testemunhos dos participantes. Coprodução Materiais Diversos, Pó de Vir a Ser e Culturgest, com coedição da FCSH-NOVA. Financiado pelos EEA Grants através do programa Connecting Dots / DGPC.
Arte e Saúde Mental · 2021 · Pó de Vir a Ser · DGArtes – Arte e Saúde Mental / MetAlentejo
Um Muro
Projeto de criação em Artes Visuais destinado a adultos com doença mental moderada a grave. Doze sessões artísticas semanais orientadas pelos artistas Renata Bueno, Rui Horta Pereira e Joana Andrade, com acompanhamento por psicóloga clínica especializada em arteterapia. O processo culminou numa intervenção coletiva no muro do Antigo Matadouro de Évora — tomado como dispositivo para explorar as noções de dentro/fora e interior/exterior —, tornando pública, no espaço urbano, a criação do grupo.
2020–2021 · Pó de Vir a Ser · DGArtes
O que se passa
Projeto de artes plásticas que convidou sete artistas a refletir sobre o lugar da matéria — pedra e cerâmica — nas práticas artísticas do território entre Évora e Montemor-o-Novo. Incluiu a residência do escultor Sérgio Carronha com execução de obra para espaço público em resíduos de mármore, e a criação coletiva "De lá para cá" — seis esculturas em técnica mista concebidas à distância segundo o método do cadavre-exquis, por seis artistas em simultâneo na Pó de Vir a Ser e nas Oficinas do Convento.
Arte e Saúde Mental · 2020–2021 · Pó de Vir a Ser · Inclusão pela Cultura · CIMAC / MetAlentejo
NÓS: primeira pessoa do plural
Destinada a adultos com diagnóstico de doença mental grave em situação de exclusão social (7 beneficiários principais, idades entre 25–64 anos). Realizou 36 oficinas artísticas semanais no espaço do Antigo Matadouro de Évora, orientadas pelos artistas Joana Andrade, Renata Bueno e Rui Horta Pereira, com 180 sessões de acompanhamento terapêutico individual por psicóloga clínica especializada em arteterapia (Patrícia Deus Claudino, MetAlentejo). O projeto assentou na horizontalidade das relações entre participantes, artistas e técnicos, promovendo a "reabilitação mútua" e a redução do estigma associado à doença mental. Taxa de adesão: 75%.
2019–2021 · Pó de Vir a Ser · Évora · DGArtes Apoio a Projetos
Oficinas do Possível
Projeto de desenvolvimento de públicos para a escultura em pedra, com sede no Antigo Matadouro de Évora (Património da Humanidade). Envolveu o acolhimento de três residências artísticas — com Renata Bueno, Rui Horta Pereira e um/a artista selecionado/a por chamada aberta — e a realização de workshops e ateliers coletivos para públicos de todas as idades (crianças, jovens, adultos e sêniores). O projeto resultou na criação de uma mala pedagógica replicável e de uma brochura de projeto, com o objetivo de prolongar o impacto após a sua conclusão. Promoveu ainda a valorização dos resíduos da extração de pedra no quadro de processos de economia circular, e a revitalização do património industrial da cidade. Cofinanciado pela DGArtes e pela Câmara Municipal de Évora, em coprodução.
2016–2018 · Exposições · Museu Regional da Guarda / Fundação Martins Sarmento
Trabalho fotográfico de João Cutileiro
Maio 2016 · Exposição · Grupo Pro-Évora
É uma Mentira
Setembro 2015 · Exposição · Museu de Évora
O Museu que Há
2015 · Publicação · Grupo Pro-Évora · Comunicação e organização
Guia da Escultura Pública da Cidade de Évora
03
Publicações
"Começar a Acabar" — ensaio de catálogo, Isto Não É Um Cubo, Pó de Vir a Ser / Culturgest / Arquipélago, 2026 (no prelo)
"Dentes de Leão (algumas certezas provisórias)" — ensaio de abertura, com Raquel Ribeiro dos Santos, in Dentes de Leão — Ativar a Participação nas Artes, vol. 1, 2023
Eduardo Freitas: em.prego — com Teresa Furtado e Vítor Gomes, La Junqueira Artists Residency, 2023
Manual de Prescrição Cultural do Alentejo Central — com Patrícia Deus Claudino, CIMAC / Programa Transforma, 2022
João Cutileiro — A pedra não espera — pesquisa e organização, Direção Regional de Cultura do Alentejo, 2018
Comunicações & Media
Dinamização de mesa-redonda — II Encontro RPAC "Dinâmicas Colaborativas", DGARTES / CM Santo Tirso, out. 2025
Oradora sobre Prescrição Cultural — Direção-Geral das Artes (DGARTES), out. 2023
Entrevista — Agenda Cultural n.º 4, Câmara Municipal de Évora, mar–abr 2023
Entrevista sobre o projeto Dentes de Leão, maio 2022, YouTube
Cobertura: CIMAC, Diário do Sul, SAPO, Descendências Magazine, Gerador
04
Pós-Graduação em História da Arte Contemporânea
Universidade Nova de Lisboa (FCSH), 2015 · Média de dezassete valores
Frequência do curso de História da Arte — FCSH, Universidade Nova de Lisboa (2009–2011) e Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa (1999–2003)
Grande domínio do português escrito (pré-AO90 e AO90) · Correspondência profissional em português e inglês · Elaboração de candidaturas a financiamento público · Captação de parcerias e construção de redes institucionais · Gestão executiva, orçamental e coordenação de equipa
Artistic Direction & Cultural Programming
Fifteen years directing artistic programming, writing funding applications, and building projects at the intersection of art and mental health. Currently open to new challenges in artistic or executive direction, cultural programming, and consulting for organisations and artists.
Consulting services
01
Writing and reviewing public and private funding applications in the cultural sector — DGArtes and regional programmes. Support with project structuring and execution reports, based on fifteen years of approved applications.
02
Design and management of projects connecting artistic practice and mental health — from the Cultural Prescription methodology (with CIMAC and Programa Transforma) to creation projects with adults experiencing mental illness or social exclusion.
Direct contact for quotes and availability — see contacts.
She directs Pó de Vir a Ser, based in the former Slaughterhouse of Évora, dedicated to contemporary sculpture and Alentejo marble — over one hundred artists in residence since 2017. She is editorial coordinator of Electra magazine (Fundação EDP) and co-author of the first Cultural Prescription model implemented in Portugal. Postgraduate degree in Contemporary Art History (FCSH-UNL). Based in Évora since 2010.
01
Apr 2026 – present
Editorial Coordinator — Electra Magazine, Fundação EDP
Aug 2017 – present
Artistic Direction and Programming — Pó de Vir a Ser
Based in the former Slaughterhouse of Évora (4,000 m²), under a protocol with Évora City Council. Over one hundred artists in residence since 2017. Author of all funding applications (DGArtes, EEA Grants, RPAC); executive, budget and team management.
2022 – 2023
Co-coordination Cultural Prescription — CIMAC / Programa Transforma
Experimental cultural prescription methodology for Central Alentejo, 14 municipalities, health centres and cultural agents. Recognised as good practice by DGArtes and the University of Porto.
2019 – 2020
Communications — Cendrev — Centro Dramático de Évora
Jun 2016 – Oct 2018
Inventory of João Cutileiro's estate — DRC Alentejo
Casa Atelier João Cutileiro, Évora. Preliminary organisation and cataloguing work.
Apr 2016 – 2018
Education Department — Fundação Eugénio de Almeida
Art History teaching at the Senior University. Museum guide for the Contemporary Art Centre.
2015 – 2016
Exhibition organisation — Grupo Pro-Évora / Museu de Évora
Exhibition "É uma Mentira" (Grupo Pro-Évora, May 2016). Exhibition "O Museu que Há" (Museu de Évora, September 2015). Communications and launch of "Guide to Public Sculpture in Évora" (2015).
2014 – 2015
President — Non-profit association Colecção B, Évora
2011 – 2012
Content writing — Festival Escrita na Paisagem, Colecção B, Évora
2010 – 2012
Editorial Assistant — Sá da Costa Editora and Portugália Editora, Lisbon
2004 – 2009
Exhibition Assistant — Centro de Exposições, Centro Cultural de Belém, Lisbon
02
2026–2029 · Pó de Vir a Ser / CRI AC–ICAD, I.P. · Évora and District · ALT 2030 – Inclusion through Culture
Operação Dois-Pontos (:)
Social inclusion through culture and the arts, developed in partnership between Associação Pó de Vir a Ser and the Centro de Respostas Integradas do Alentejo Central (ICAD, I.P.), funded by the Alentejo Regional Programme 2021–2027. It targets groups in vulnerable situations — NEET young people (15–29), young people at social risk (15–18) and isolated elderly people —, with a shared focus on the risk of non-substance addictive behaviour, particularly digital dependency. It combines artistic and cultural intervention with specialised psychological support, in an intergenerational, evidence-based approach.
2025–2026 · Pó de Vir a Ser · Artistic direction
Geologia da Atenção
Programme exploring the artistic and cultural possibilities of geology as a study of attention, keeping stone as primary material and sculpture as a practice that crosses disciplines while shifting strategies, modes of making and thinking. Four axes: creation, programming, mediation and research. Includes residencies (FAHR 021.3, Sara Anjo), exhibitions (Eduardo Freitas / "Não Puxe o Gatilho", University of Évora; "Autonomia das Pedras", Pedro Fazenda and Rodrigo Pedreira), exchange programmes (Casa sem Telhado) and the Free Course in Poetry and Visual Arts with António Guerreiro.
Dec 2024–Mar 2026 · Pó de Vir a Ser + Culturgest + Arquipélago · Co-programming · DGArtes / RPAC
Isto Não É Um Cubo (INC)
Co-programming across three territories (Évora, Lisbon, São Miguel). Three invited artistic structures: OSSO, Space Transcribers, Teatro do Frio. Nine public sessions with ten invited specialists (Filipa Oliveira, Marta Mestre, Fernanda Fragateiro, Sofia Victorino, Denise Pollini, Raquel Pedro, Ricardo Vicente, Samuel Guimarães, Hugo Cruz and Rodrigo Malvar). Collaborative catalogue in 2026. Starting point: Claire Bishop's "Black Box, White Cube, Gray Zone".
2023–2024 · Pó de Vir a Ser · Co-creation with Pedro Fazenda and Rodrigo Pedreira
A Participação das Pedras
A piece for stage and non-conventional spaces that invites handling and spontaneous interaction with artistic stone objects, rethinking the canonical experience of the spectator before the artwork. Presented at the Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, Culturgest and O Espaço do Tempo. Consulting and text by António Guerreiro.
2023–2024 · Pó de Vir a Ser · Évora / Montemor-o-Novo / Porto · DGArtes Sustained Support
a condição do campo
Biennial artistic project taking "Sculpture in the Expanded Field" as its theme — a critical and contemporary re-reading of Rosalind Krauss's founding text — to explore the diverse positions artists can occupy when the notion of sculpture opens up to interdisciplinary crossings. Structured around five complementary domains: Creation (medium and long-term artistic residencies); Programming ("Atalho Direto" — residencies for emerging artists and co-productions, with public presentations in partnership with Culturgest in Lisbon, Museu da Cidade in Porto and Espaço do Tempo in Montemor-o-Novo); Research (ongoing presence of critic and essayist António Guerreiro in the creative process, culminating in a hybrid catalogue); Strategic Mediation Action ("o mundo é uma escultura", in partnership with the Department of Psychiatry and Mental Health of Hospital do Espírito Santo de Évora); and Co-creation (with Zaratan, around the function of artistic residencies).
2021–2023 · Materiais Diversos + Pó de Vir a Ser + Culturgest · Artistic direction · EEA Grants
Dentes de Leão
A participatory arts project that, between 2021 and 2023, invested in around 30 young people (15–18) and 11 artists from three territories — Sardoal, Évora and Lisbon — and from Iceland, fostering connections between the cultural, heritage and human resources of low-density territories and the horizon of opportunity offered by larger cultural institutions. Over one year and three months, weekly youth meetings took place alongside ten artistic residencies, three laboratories, a participatory arts course, a programming cycle, an international conference and five artistic projects. The project resulted in a two-volume publication — co-edited by Mariana Mata Passos and Raquel Ribeiro dos Santos —, a documentary and an archive of participants' testimonies. Co-produced by Materiais Diversos, Pó de Vir a Ser and Culturgest, co-edited by FCSH-NOVA. Funded by EEA Grants through the Connecting Dots / DGPC programme.
Art & Mental Health · 2021 · Pó de Vir a Ser · DGArtes – Art and Mental Health / MetAlentejo
Um Muro
A Visual Arts creation project for adults with moderate to severe mental illness. Twelve weekly artistic sessions led by artists Renata Bueno, Rui Horta Pereira and Joana Andrade, with support from a clinical psychologist specialising in art therapy. The process culminated in a collective intervention on the wall of the former Slaughterhouse of Évora — used as a device to explore notions of inside/outside and interior/exterior —, making the group's work public in urban space.
2020–2021 · Pó de Vir a Ser · DGArtes
O que se passa
A visual arts project that invited seven artists to reflect on the place of matter — stone and ceramics — in artistic practices in the territory between Évora and Montemor-o-Novo. It included sculptor Sérgio Carronha's residency with a public space artwork in marble residues, and the collective creation "De lá para cá" — six mixed-media sculptures conceived at a distance using the cadavre-exquis method, by six artists simultaneously at Pó de Vir a Ser and Oficinas do Convento.
Art & Mental Health · 2020–2021 · Pó de Vir a Ser · Inclusion through Culture · CIMAC / MetAlentejo
NÓS: primeira pessoa do plural
Aimed at adults diagnosed with severe mental illness in situations of social exclusion (7 principal beneficiaries, aged 25–64). It held 36 weekly artistic workshops at the former Slaughterhouse of Évora, led by artists Joana Andrade, Renata Bueno and Rui Horta Pereira, with 180 individual therapeutic sessions by a clinical psychologist specialising in art therapy (Patrícia Deus Claudino, MetAlentejo). The project was grounded in horizontal relations between participants, artists and technicians, promoting "mutual rehabilitation" and reducing the stigma associated with mental illness. Participation rate: 75%.
2019–2021 · Pó de Vir a Ser · Évora · DGArtes Project Support
Oficinas do Possível
A public development project for stone sculpture, based at the former Slaughterhouse of Évora (UNESCO World Heritage). It involved three artistic residencies — with Renata Bueno, Rui Horta Pereira and an artist selected through open call — and workshops and collective ateliers for audiences of all ages. The project resulted in a replicable educational kit and a project brochure. It also promoted the valorisation of stone extraction waste within circular economy processes, and the revitalisation of the city's industrial heritage. Co-funded by DGArtes and Évora City Council, in co-production.
2016–2018 · Exhibitions · Museu Regional da Guarda / Fundação Martins Sarmento
João Cutileiro's photographic work
May 2016 · Exhibition · Grupo Pro-Évora
É uma Mentira
September 2015 · Exhibition · Museu de Évora
O Museu que Há
2015 · Publication · Grupo Pro-Évora · Communications and organisation
Guide to Public Sculpture in Évora
03
Publications
"Começar a Acabar" — catalogue essay, Isto Não É Um Cubo, Pó de Vir a Ser / Culturgest / Arquipélago, 2026 (forthcoming)
"Dentes de Leão (algumas certezas provisórias)" — opening essay, with Raquel Ribeiro dos Santos, in Dentes de Leão — Ativar a Participação nas Artes, vol. 1, 2023
Eduardo Freitas: em.prego — with Teresa Furtado and Vítor Gomes, La Junqueira Artists Residency, 2023
Cultural Prescription Manual for Central Alentejo — with Patrícia Deus Claudino, CIMAC / Programa Transforma, 2022
João Cutileiro — A pedra não espera — research and organisation, Direção Regional de Cultura do Alentejo, 2018
Presentations & Media
Panel moderator — II RPAC Meeting "Collaborative Dynamics", DGARTES / CM Santo Tirso, Oct. 2025
Speaker on Cultural Prescription — Directorate-General for the Arts (DGARTES), Oct. 2023
Interview — Agenda Cultural no. 4, Évora City Council, Mar–Apr 2023
Interview on the Dentes de Leão project, May 2022, YouTube
Press coverage: CIMAC, Diário do Sul, SAPO, Descendências Magazine, Gerador
04
Postgraduate Degree in Contemporary Art History
Universidade Nova de Lisboa (FCSH), 2015 · GPA: 17/20
Art History studies — FCSH, Universidade Nova de Lisboa (2009–2011) and Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa (1999–2003)
Advanced written Portuguese (pre- and post-spelling reform) · Professional correspondence in Portuguese and English · Public funding applications · Partnership building and institutional networking · Executive management, budgeting and team coordination