Programação Cultural, Projetos de Arte e Saúde Mental & Coordenação Editorial
Mariana
Mata Passos
Programadora cultural com quinze anos de trabalho na intersecção entre escultura contemporânea, território rural e práticas participativas — hoje dedicada a programação cultural, projetos de arte e saúde mental e coordenação editorial. Co-autora do primeiro modelo de Prescrição Cultural implementado em Portugal e coordenadora editorial da revista Electra, da Fundação EDP.
Sei construir estruturas culturais de raiz, coordenar equipas e captar financiamento público.
Disponível para
Desenho e acompanhamento de projetos de arte e saúde mental — prescrição cultural, inclusão e criação com comunidades. Também programação cultural, produção, coordenação editorial e coordenação de equipas, em instituições, fundações, autarquias ou serviços de saúde.
Também ofereço
Consultoria pontual em candidaturas a financiamento cultural e estruturação de projetos —
ver serviços abaixo.
Prescrição Cultural●Évora●Candidaturas●DGArtes●Consultoria●Comunicação●
Prescrição Cultural●Évora●Candidaturas●DGArtes●Consultoria●Comunicação●
01 — Serviços de Consultoria
Apoio a estruturas, artistas e equipas
01
Candidaturas e Financiamento Cultural
Escrita e revisão de candidaturas a financiamento público e privado na área da cultura — DGArtes e programas regionais. Apoio na estruturação de projetos e relatórios de execução, com base em quinze anos de candidaturas aprovadas.
02
Arte e Saúde Mental
Conceção e acompanhamento de projetos que articulam prática artística e saúde mental — desde a metodologia de Prescrição Cultural (com a CIMAC e o Programa Transforma) a projetos de criação com adultos em situação de doença mental ou exclusão social.
Sobre
Dirige a Pó de Vir a Ser, no antigo Matadouro de Évora, dedicada à escultura contemporânea e ao mármore do Alentejo — uma centena de artistas em residência desde 2017. É coordenadora editorial da revista Electra(Fundação EDP) e co-autora do primeiro modelo de Prescrição Cultural implementado em Portugal. Pós-graduada em História da Arte Contemporânea (FCSH-UNL). Em Évora desde 2010.
02 — Experiência Profissional
Abr 2026 – presente
Coordenadora Editorial — Revista Electra, Fundação EDP
Ago 2017 – presente
Direção Artística e Programação — Pó de Vir a Ser
Sediada no antigo Matadouro de Évora (4000 m²), cedido por protocolo pela Câmara Municipal de Évora. Cerca de uma centena de artistas em residência desde 2017. Autora de todas as candidaturas a financiamento (DGArtes, EEA Grants, RPAC); gestão executiva, orçamental e de equipa.
2022 – 2023
Co-coordenação Prescrição Cultural — CIMAC / Programa Transforma
Metodologia experimental de prescrição cultural para o Alentejo Central, 14 municípios, centros de saúde e agentes culturais. Reconhecida como boa prática pela DGArtes e Universidade do Porto.
2019 – 2020
Comunicação — Cendrev — Centro Dramático de Évora
Jun 2016 – Out 2018
Inventário do espólio de João Cutileiro — DRC Alentejo
Casa Atelier João Cutileiro, Évora. Trabalhos preliminares de organização e catalogação.
Abr 2016 – 2018
Serviço Educativo — Fundação Eugénio de Almeida
Docência de História da Arte na Universidade Sénior. Monitora de visitas guiadas do Centro de Arte Contemporânea.
2015 – 2016
Organização de exposições — Grupo Pro-Évora / Museu de Évora
Exposição "É uma Mentira" (maio 2016). Exposição "O Museu que Há" (setembro 2015). Comunicação e lançamento do "Guia da Escultura Pública da Cidade de Évora" (2015).
2014 – 2015
Presidente — Associação Colecção B, Évora
2011 – 2012
Escrita de conteúdos — Festival Escrita na Paisagem, Colecção B, Évora
2010 – 2012
Assistente Editorial — Sá da Costa Editora e Portugália Editora, Lisboa
2004 – 2009
Assistente de exposição — Centro de Exposições do CCB, Lisboa
03 — Projetos, Curadoria e Programação
2026–2029 · Pó de Vir a Ser / CRI AC–ICAD, I.P. · Évora e Distrito · ALT 2030 – Inclusão pela Cultura
Operação Dois-Pontos (:)
Operação de inclusão social pela cultura e pelas artes, desenvolvida em parceria entre a Associação Pó de Vir a Ser e o Centro de Respostas Integradas do Alentejo Central (ICAD, I.P.), financiada pelo Programa Regional do Alentejo 2021-2027. Dirige-se a grupos em situação de vulnerabilidade — jovens NEET (15–29 anos), jovens em risco social (15–18 anos) e idosos em isolamento —, tendo como denominador comum o risco de comportamentos aditivos sem substância, em particular a dependência digital. Articula intervenção artística e cultural com acompanhamento psicológico especializado, numa abordagem intergeracional e baseada em evidência científica.
2025–2026 · Pó de Vir a Ser · Direção artística
Geologia da Atenção
Programa que abre as possibilidades artísticas e culturais da geologia como um estudo da atenção, mantendo a pedra como matéria primeira e a escultura como prática que atravessa campos enquanto comuta estratégias, modos de fazer e de pensar. Quatro eixos: criação, programação, mediação e investigação. Integra residências (FAHR 021.3, Sara Anjo), exposições (Eduardo Freitas / "Não Puxe o Gatilho", Universidade de Évora; "Autonomia das Pedras", Pedro Fazenda e Rodrigo Pedreira), programas de intercâmbio (Casa sem Telhado) e o Curso Livre de Poesia e Artes Visuais com António Guerreiro.
Dez 2024–Mar 2026 · Pó de Vir a Ser + Culturgest + Arquipélago · Coprogramação · DGArtes / RPAC
Isto Não É Um Cubo (INC)
Coprogramação entre três territórios (Évora, Lisboa, São Miguel). Três estruturas artísticas convidadas: OSSO, Space Transcribers, Teatro do Frio. Nove sessões públicas com dez especialistas convidados (Filipa Oliveira, Marta Mestre, Fernanda Fragateiro, Sofia Victorino, Denise Pollini, Raquel Pedro, Ricardo Vicente, Samuel Guimarães, Hugo Cruz e Rodrigo Malvar). Catálogo colaborativo em 2026. Ponto de partida: "Black Box, White Cube, Gray Zone" de Claire Bishop.
2023–2024 · Pó de Vir a Ser · Cocriação com Pedro Fazenda e Rodrigo Pedreira
A Participação das Pedras
Ação para o palco e para espaços não convencionais que convida ao manuseamento e à interação espontânea com objetos artísticos de pedra, reformulando a experiência canónica do espectador perante a obra de arte. Apresentada no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, na Culturgest e n'O Espaço do Tempo. Consultoria e texto de António Guerreiro.
2023–2024 · Pó de Vir a Ser · Évora / Montemor-o-Novo / Porto · DGArtes Apoio Sustentado
a condição do campo
Projeto artístico bienal que toma como mote "Escultura no campo ampliado" — releitura crítica e contemporânea do texto fundacional de Rosalind Krauss — para explorar a diversidade de posições que os artistas podem ocupar quando a noção de escultura se abre a cruzamentos interdisciplinares. Estrutura-se em cinco domínios: Criação (residências artísticas de média e longa duração); Programação ("Atalho Direto" — residências para artistas emergentes e acolhimentos em coprodução, com apresentação pública em parceria com a Culturgest em Lisboa, o Museu da Cidade no Porto e o Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo); Investigação (presença continuada do crítico e ensaísta António Guerreiro no processo de criação, culminando num catálogo híbrido); Ação Estratégica de Mediação ("o mundo é uma escultura", em parceria com o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital do Espírito Santo de Évora); e Cocriação (com a Zaratan, em torno da função das residências artísticas).
2021–2023 · Materiais Diversos + Pó de Vir a Ser + Culturgest · Direção artística · EEA Grants
Dentes de Leão
Projeto de artes participativas que, entre 2021 e 2023, investiu em cerca de 30 jovens (15–18 anos) e 11 artistas de três territórios — Sardoal, Évora e Lisboa — e da Islândia, promovendo a articulação entre os recursos culturais, patrimoniais e humanos de territórios de baixa densidade e o horizonte de oportunidade oferecido pelas instituições culturais de maior dimensão. Ao longo de um ano e três meses realizaram-se encontros semanais de jovens, dez residências artísticas, três laboratórios, um curso de artes participativas, um ciclo de programação, uma conferência internacional e cinco projetos artísticos. O projeto resultou numa publicação em dois volumes — coordenada por Mariana Mata Passos e Raquel Ribeiro dos Santos —, num documentário e num acervo de testemunhos dos participantes. Coprodução Materiais Diversos, Pó de Vir a Ser e Culturgest, com coedição da FCSH-NOVA. Financiado pelos EEA Grants através do programa Connecting Dots / DGPC.
Arte e Saúde Mental · 2021 · Pó de Vir a Ser · DGArtes – Arte e Saúde Mental / MetAlentejo
Um Muro
Projeto de criação em Artes Visuais destinado a adultos com doença mental moderada a grave. Doze sessões artísticas semanais orientadas pelos artistas Renata Bueno, Rui Horta Pereira e Joana Andrade, com acompanhamento por psicóloga clínica especializada em arteterapia. O processo culminou numa intervenção coletiva no muro do Antigo Matadouro de Évora — tomado como dispositivo para explorar as noções de dentro/fora e interior/exterior —, tornando pública, no espaço urbano, a criação do grupo.
2020–2021 · Pó de Vir a Ser · DGArtes
O que se passa
Projeto de artes plásticas que convidou sete artistas a refletir sobre o lugar da matéria — pedra e cerâmica — nas práticas artísticas do território entre Évora e Montemor-o-Novo. Incluiu a residência do escultor Sérgio Carronha com execução de obra para espaço público em resíduos de mármore, e a criação coletiva "De lá para cá" — seis esculturas em técnica mista concebidas à distância segundo o método do cadavre-exquis, por seis artistas em simultâneo na Pó de Vir a Ser e nas Oficinas do Convento.
Arte e Saúde Mental · 2020–2021 · Pó de Vir a Ser · Inclusão pela Cultura · CIMAC / MetAlentejo
NÓS: primeira pessoa do plural
Destinada a adultos com diagnóstico de doença mental grave em situação de exclusão social (7 beneficiários principais, idades entre 25–64 anos). Realizou 36 oficinas artísticas semanais no espaço do Antigo Matadouro de Évora, orientadas pelos artistas Joana Andrade, Renata Bueno e Rui Horta Pereira, com 180 sessões de acompanhamento terapêutico individual por psicóloga clínica especializada em arteterapia (Patrícia Deus Claudino, MetAlentejo). O projeto assentou na horizontalidade das relações entre participantes, artistas e técnicos, promovendo a "reabilitação mútua" e a redução do estigma associado à doença mental. Taxa de adesão: 75%.
2019–2021 · Pó de Vir a Ser · Évora · DGArtes Apoio a Projetos
Oficinas do Possível
Projeto de desenvolvimento de públicos para a escultura em pedra, com sede no Antigo Matadouro de Évora (Património da Humanidade). Envolveu o acolhimento de três residências artísticas — com Renata Bueno, Rui Horta Pereira e um/a artista selecionado/a por chamada aberta — e a realização de workshops e ateliers coletivos para públicos de todas as idades. O projeto resultou na criação de uma mala pedagógica replicável e de uma brochura de projeto. Promoveu ainda a valorização dos resíduos da extração de pedra no quadro de processos de economia circular, e a revitalização do património industrial da cidade. Cofinanciado pela DGArtes e pela Câmara Municipal de Évora, em coprodução.
2016–2018 · Exposições · Museu Regional da Guarda / Fundação Martins Sarmento
Trabalho fotográfico de João Cutileiro
Exposições do espólio fotográfico do escultor João Cutileiro no Museu Regional da Guarda e na Fundação Martins Sarmento.
Maio 2016 · Exposição · Grupo Pro-Évora
É uma Mentira
Exposição coletiva organizada pelo Grupo Pro-Évora.
Setembro 2015 · Exposição · Museu de Évora
O Museu que Há
Exposição no Museu de Évora.
2015 · Publicação · Grupo Pro-Évora · Comunicação e organização
Guia da Escultura Pública da Cidade de Évora
Comunicação e lançamento do guia, com organização de Mariana Mata Passos.
04 — Publicações & Comunicações
Publicações
"Começar a Acabar" — ensaio de catálogo, Isto Não É Um Cubo, Pó de Vir a Ser / Culturgest / Arquipélago, 2026 (no prelo)
"Dentes de Leão (algumas certezas provisórias)" — ensaio de abertura, com Raquel Ribeiro dos Santos, in Dentes de Leão — Ativar a Participação nas Artes, vol. 1, 2023
Eduardo Freitas: em.prego — com Teresa Furtado e Vítor Gomes, La Junqueira Artists Residency, 2023
Manual de Prescrição Cultural do Alentejo Central — com Patrícia Deus Claudino, CIMAC / Programa Transforma, 2022
João Cutileiro — A pedra não espera — pesquisa e organização, Direção Regional de Cultura do Alentejo, 2018
Comunicações & Media
Dinamização de mesa-redonda — II Encontro RPAC "Dinâmicas Colaborativas", DGARTES / CM Santo Tirso, out. 2025
Oradora sobre Prescrição Cultural — Direção-Geral das Artes (DGARTES), out. 2023
Entrevista — Agenda Cultural n.º 4, Câmara Municipal de Évora, mar–abr 2023
Entrevista sobre o projeto Dentes de Leão, maio 2022, YouTube
Cobertura: CIMAC, Diário do Sul, SAPO, Descendências Magazine, Gerador
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Mariana Mata Passos — Évora, PT